Ex.mo Sr. Adelino Gomes,
Provedor do Ouvinte da RDP,
Não consegui ler na íntegra os guiões dos episódios 31 a 34 da II série do programa Provedor do Ouvinte: fui impedido pela revolta, por ver que o vosso sub-director de Informação se limita a defender o /status quo/, recusando-se a repensar os objectivos da rádio pública e a sua razão de existir -- como os políticos que insistem em afundar o país com privatizações obscenas e obras faraónicas, sem nunca pensarem nas reais consequências das medidas que propõem. É revoltante ver tanto autismo (ou tanta maldade) na política e na comunicação social portuguesa. Mas dominando a revolta, ainda consegui ler algumas frases às quais não posso deixar de responder.
Disse Paulo Sérgio que "não podemos meter a cabeça na areia e dizer que o serviço público é um serviço sem público. E portanto, precisamos obrigatoriamente de ter público". E eu pergunto: obter público com futebol, para quê? Mas afinal o que interessa é ter público a todo o custo? Então por que razão o Canal 2 não transmite pornografia? Certamente iria cativar muito público! Não transmite porque o que deve interessar a um canal público é cativar audiências *para aqueles programas que contribuem para a formação de uma opinião pública mais esclarecida, uma sociedade mais participativa e um país mais próspero*. Uma rádio pública que pretende cativar audiências com mais futebol, é como uma escola que tentasse combater o abandono escolar substituindo as aulas pelos jogos: seguramente a escola cativaria mais "clientes", mas... deixaria de ser uma escola, pois deixaria de cumprir os seus objectivos.
O desafio na escola é tornar as aulas aliciantes. Do mesmo modo, o desafio da rádio pública deve ser cativar ouvintes *para os programas que podem contribuir para uma sociedade mais informada, mais próspera, mais saudável e mais justa*. É um objectivo difícil de alcançar? Admito que sim! Mas não menos difícil é o desafio que se coloca à escola de hoje -- arrancar as crianças à droga dos telemóveis e videojogos e trazê-las de volta ao estudo -- e apesar disso os professores continuam a tentar, no limite das suas forças, com espírito de missão, contra todas as adversidades.
domingo, 28 de março de 2010
Ainda o futebol na Antena 1
Descobri há instantes as transcrições dos episódios 31, 32, 33 e 34 da II série do programa Provedor do Ouvinte da Antena 1, episódios edicados precisamente ao problema do excesso de futebol nesta estação. Vale a pena ler. Vale a pena ver o sub-director de Informação, Paulo Sérgio, afirmar que disputa um mercado com a TSF, a RR e a RCP. Mas disputa um mercado porquê? É para isso que lhe pagamos, para disputar mercados? Ou para prestar um serviço público, ou seja, um serviço que contribua para o progresso da nação?
Nem o Provedor -- com os seus argumentos e a referência às opiniões dos ouvintes -- conseguiu convencer o Sr. Paulo Sérgio do equívoco em que vive: há pessoas cuja cabeça dura é realmente impenetrável. A situação mantém-se hoje, exactamente igual. É um país que se afunda teimosamente, nesta área como em todas as outras. Tão pronto eu possa, virarei costas a esta terra de autistas -- sem um pingo de saudade ou de remorso.
Nem o Provedor -- com os seus argumentos e a referência às opiniões dos ouvintes -- conseguiu convencer o Sr. Paulo Sérgio do equívoco em que vive: há pessoas cuja cabeça dura é realmente impenetrável. A situação mantém-se hoje, exactamente igual. É um país que se afunda teimosamente, nesta área como em todas as outras. Tão pronto eu possa, virarei costas a esta terra de autistas -- sem um pingo de saudade ou de remorso.
sábado, 27 de março de 2010
Mensagem enviada para o Provedor do Ouvinte da Antena 1
Exmo. Sr. Provedor do Ouvinte,
Sou um cidadão preocupado com o progresso e bem-estar da comunidade global. Interesso-me por temas sociais, políticos, ambientais, económicos, civilizacionais, culturais, etc.. Por isso, quando ligo a rádio, é sempre na expectativa de ouvir notícias, debates, programas de divulgação temática (sobre economia, saúde, ambiente, política), etc.. O tempo é o nosso bem mais escasso, e com tantas questões importantes por resolver no nosso mundo, considero um desperdício ouvir música comercial ("pop") pela rádio, e um desperdício ainda maior ouvir relatos de futebol.
Durante a semana, geralmente consigo encontrar, entre as 4 rádios de referência nacionais (A1, RCP, RR e TSF), alguma que esteja a transmitir programação relevante em cada momento. Porém, durante os jogos da 1.ª liga de futebol, *todas* estas rádios transmitem o relato do jogo *em simultâneo*. Esta situação recorrente (que ainda hoje testemunhei) não pode deixar de causar-me perplexidade, desânimo, e vergonha do país em que vivo -- este país em que se permite a uma estação pública esbanjar desta forma o dinheiro que é de todos.
Os serviços públicos existem para suprir as necessidades dos cidadãos, e entre estas, as que não são devidamente supridas pelos agentes privados em condições de igualdade de acesso. Ora os relatos futebolísticos não cumprem nenhum destes critérios: 1) não constituem uma necessidade dos cidadãos, e 2) existem agentes privados que os proporcionam *gratuitamente*. Assim, não se compreende que a Antena 1 continue a transmitir relatos dos jogos da 1.ª liga, quando existem pelo menos 3 outras rádios nacionais (com boa cobertura do território, pelo menos a RR) a prestar esse serviço.
Estamos em tempo de crise e de profundas transformações globais. Existem numerosas questões a pedir que reflictamos sobre elas e que as debatamos: questões económicas, ambientais, de política internacional, de direitos humanos, questões religiosas e éticas, o desinteresse dos jovens pelo ensino, etc., etc. Agradeço, pois, que a estação pública -- para cujo financiamento também contribuo -- se preocupe mais com estas questões e deixe o futebol para as rádios privadas. Obrigado.
Sou um cidadão preocupado com o progresso e bem-estar da comunidade global. Interesso-me por temas sociais, políticos, ambientais, económicos, civilizacionais, culturais, etc.. Por isso, quando ligo a rádio, é sempre na expectativa de ouvir notícias, debates, programas de divulgação temática (sobre economia, saúde, ambiente, política), etc.. O tempo é o nosso bem mais escasso, e com tantas questões importantes por resolver no nosso mundo, considero um desperdício ouvir música comercial ("pop") pela rádio, e um desperdício ainda maior ouvir relatos de futebol.
Durante a semana, geralmente consigo encontrar, entre as 4 rádios de referência nacionais (A1, RCP, RR e TSF), alguma que esteja a transmitir programação relevante em cada momento. Porém, durante os jogos da 1.ª liga de futebol, *todas* estas rádios transmitem o relato do jogo *em simultâneo*. Esta situação recorrente (que ainda hoje testemunhei) não pode deixar de causar-me perplexidade, desânimo, e vergonha do país em que vivo -- este país em que se permite a uma estação pública esbanjar desta forma o dinheiro que é de todos.
Os serviços públicos existem para suprir as necessidades dos cidadãos, e entre estas, as que não são devidamente supridas pelos agentes privados em condições de igualdade de acesso. Ora os relatos futebolísticos não cumprem nenhum destes critérios: 1) não constituem uma necessidade dos cidadãos, e 2) existem agentes privados que os proporcionam *gratuitamente*. Assim, não se compreende que a Antena 1 continue a transmitir relatos dos jogos da 1.ª liga, quando existem pelo menos 3 outras rádios nacionais (com boa cobertura do território, pelo menos a RR) a prestar esse serviço.
Estamos em tempo de crise e de profundas transformações globais. Existem numerosas questões a pedir que reflictamos sobre elas e que as debatamos: questões económicas, ambientais, de política internacional, de direitos humanos, questões religiosas e éticas, o desinteresse dos jovens pelo ensino, etc., etc. Agradeço, pois, que a estação pública -- para cujo financiamento também contribuo -- se preocupe mais com estas questões e deixe o futebol para as rádios privadas. Obrigado.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Riscos associados à exposição a radiação ionizante
Em tinyurl.com/radiationhazard encontra uma tabela com o risco associado a diversas formas de exposição a radiação ionizante, nomeadamente exames radiológicos. Encontrará informação adicional nas referências aí citadas.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mil Novecentos e Oitenta e Quatro
O livro de George Orwell é inequivocamente inspirado pelas ditaduras comunistas. Pacheco Pereira considera irónico que hoje se associe o livro mais ao capitalismo tecnocrático do que ao comunismo. Mas será assim tão absurda essa associação?
Nos países ocidentais os cidadãos também podem ser vigiados a todo o instante, de modo ainda mais insidioso do que na Oceânia; talvez ainda não o sejam hoje, mas podem vir a sê-lo a todo o momento: a infraestrutura existe, e aperfeiçoa-se ainda mais a cada ano que passa. Também no nosso mundo há nações que inventam guerras contra inimigos imaginários para distraírem os cidadãos dos problemas reais. Também no mundo ocidental a verdade e o passado são constantemente reescritos, ou dissimulados entre mentiras: a verdade é escondida a um ritmo cem vezes mais rápido do que o da sua eventual redescoberta, por isso, na prática, ela fica irrecuperavelmente perdida. Também o mundo ocidental se orienta todo para a perpétua busca de um objectivo deificado: talvez não o Poder como na Oceânia, mas o Lucro. Também aqui as pessoas são esvaziadas de tudo o que as define como seres humanos, para que se tornem instrumentos ao serviço daquele objectivo deificado. Também aqui os indivíduos se transformam em máquinas insensíveis quando ascendem ao poder. E também aqui o espírito crítico é deliberadamente assassinado pelas classes dominantes.
A única diferença significativa, talvez, é que a sociedade ocidental encoraja a sexualidade e a perversão em vez de as castrar; mas a respeito disso, poderá dizer-se que a realidade foi mais longe do que a ficção: as classes dominantes ocidentais perceberam que a sexualidade é ainda mais eficaz do que o ódio no entorpecimento da consciência cidadã.
É angustiante acompanhar, ao longo deste livro, o processo de desumanização de Winston Smith. É uma longa e perversa caminhada sem esperança. Tudo lhe é arrancado: no início os cabelos, os dentes, a carne; depois, a memória e a noção de verdadeiro e falso; finalmente, a capacidade de amar e a própria identidade. Com ele morre o último ser humano; o mundo foi então definitivamente conquistado por um novo ser vivo, difuso e tentacular, que se protege e eterniza: o Poder. A derrota do último ser humano é perturbadora e profundamente triste; é como se o Sol se apagasse e a Terra mergulhasse numa escuridão eterna. Porque a chama da humanidade não nasce espontaneamente: só sobrevive passando de um indivíduo para outro; uma vez extinta em todos os indivíduos, jamais renascerá.
Nos países ocidentais os cidadãos também podem ser vigiados a todo o instante, de modo ainda mais insidioso do que na Oceânia; talvez ainda não o sejam hoje, mas podem vir a sê-lo a todo o momento: a infraestrutura existe, e aperfeiçoa-se ainda mais a cada ano que passa. Também no nosso mundo há nações que inventam guerras contra inimigos imaginários para distraírem os cidadãos dos problemas reais. Também no mundo ocidental a verdade e o passado são constantemente reescritos, ou dissimulados entre mentiras: a verdade é escondida a um ritmo cem vezes mais rápido do que o da sua eventual redescoberta, por isso, na prática, ela fica irrecuperavelmente perdida. Também o mundo ocidental se orienta todo para a perpétua busca de um objectivo deificado: talvez não o Poder como na Oceânia, mas o Lucro. Também aqui as pessoas são esvaziadas de tudo o que as define como seres humanos, para que se tornem instrumentos ao serviço daquele objectivo deificado. Também aqui os indivíduos se transformam em máquinas insensíveis quando ascendem ao poder. E também aqui o espírito crítico é deliberadamente assassinado pelas classes dominantes.
A única diferença significativa, talvez, é que a sociedade ocidental encoraja a sexualidade e a perversão em vez de as castrar; mas a respeito disso, poderá dizer-se que a realidade foi mais longe do que a ficção: as classes dominantes ocidentais perceberam que a sexualidade é ainda mais eficaz do que o ódio no entorpecimento da consciência cidadã.
É angustiante acompanhar, ao longo deste livro, o processo de desumanização de Winston Smith. É uma longa e perversa caminhada sem esperança. Tudo lhe é arrancado: no início os cabelos, os dentes, a carne; depois, a memória e a noção de verdadeiro e falso; finalmente, a capacidade de amar e a própria identidade. Com ele morre o último ser humano; o mundo foi então definitivamente conquistado por um novo ser vivo, difuso e tentacular, que se protege e eterniza: o Poder. A derrota do último ser humano é perturbadora e profundamente triste; é como se o Sol se apagasse e a Terra mergulhasse numa escuridão eterna. Porque a chama da humanidade não nasce espontaneamente: só sobrevive passando de um indivíduo para outro; uma vez extinta em todos os indivíduos, jamais renascerá.
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sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Querem-nos incultos e dóceis
Mário de Carvalho, Lido e Relido (TSF), 2008-12-11, 29'09'':
Maria do Carmo Vieira, Lido e Relido (TSF), 2009-04-30:
- João Paulo Baltazar (JPB): Os jovens estão a ser afastados da cultura clássica?
- Mário de Carvalho (MC): Sabe que às vezes me dá a impressão de que há um desígnio que leva a cortar a memória -- a uma ablação da memória -- como se, para além do instante que estamos a viver, enfim, nos últimos momentos das nossas próprias vidas, não houvesse nada. Como se por exemplo a nossa literatura não fosse constituída sobre uma espessura. Como se estes autores -- como por exemplo Correia Garção -- não estivessem também ainda dentro da nossa poesia. Parece que tudo é inventado no momento, que tudo é feito agora para consumir rapidamente. Portanto, todo o nosso passado -- que são 900 anos, ao fim e ao cabo, praticamente -- de literatura... tudo isto é omitido. Eu não percebo porquê. Talvez seja com o objectivo de criar consumidores dóceis. A literatura interroga, e forma cidadãos, e as pessoas talvez fiquem mais abertas e há mais dificuldade em manipulá-las. Se queremos cidadãos dóceis, cortar-lhes as referências culturais é um bom princípio para termos gente que possa ser facilmente manipulada. Eu não sei se esta ablação da memoria não tem muito que ver com a tentativa de transformar as pessoas em consumidores, mais em consumidores do que em cidadãos, e se não há interesses instalados e sempre acolitados por gente a nível do poder -- e não só, e da propaganda -- que procuram este efeito.
Maria do Carmo Vieira, Lido e Relido (TSF), 2009-04-30:
- João Paulo Baltazar (JPB), 00'00'': Era uma vez uma professora que gostava de livros, da escola e dos alunos. Uma professora que resolveu dizer, em voz alta, que não -- que não concordava com o facilitismo dos programas, com a falta de exigência; que não queria o café de Pessoa fechado ou a casa do poeta em Campo de Ourique desfeita em ruínas. Maria do Carmo Vieira é professora do Ensino Secundário. Defende o valor dos clássicos como Séneca (...).
- Maria do Carmo Vieira (MCV), 02'07'': Quando eu tenho alunos que me chegam à escola pouco habituados a ler, sem qualquer audição de música clássica (...), eu acho que o meu papel é mesmo acrescentar mais alguma coisa a esses alunos. (...) Nós não podemos "respeitar o discurso que eles trazem de casa" como diz o Ministério, nós temos que ultrapassar esse discurso, e daí o meu objectivo em acrescentar o máximo. (...) Eles estão aqui para dizer que, quando nós lhes pedimos exigência, eles respondem.
- JPB: Não receia que lhe chamem elitista, com essa abordagem?
- MCV: Claro, claro, o Ministério chamou-me elitista. Mas elitistas -- foi isso que eu lhes disse -- são eles. E então na escola em que eu lecciono, a maior parte dos alunos pertence a uma classe muito fragilizada, e financeiramente sem grandes recursos. Por isso, se não for a escola a acrescentar-lhes qualquer coisa, quem o faz? E esses sim, vão ser aqueles que vão obedecer. No fundo é isso: há uns para mandar e outros para obedecer, por isso esses que obedecem nem devem pensar nem devem ter cultura. Isso sim, é um CRIME! Isso é um crime...
- JPB: Esse seu olhar crítico está presente neste livro. Escreve por exemplo: "Infelizmente continuamos, sob orientações institucionais, a menorizar os nossos alunos, a atrofiar as suas capacidades, a negar-lhes a cultura a que têm direito. Esta atitude oficializada ofende a nobreza da Pedagogia, em nome da qual se permitem as mudanças mais absurdas e atentatórias da inteligência e da sensibilidade de professores e alunos de todos os níveis de ensino." (...)
- JPB, 18'50'': Maria do Carmo Vieira que agora coloca na mesa (...) a memória de um sobrevivente do Holocausto (...).
- MCV: Este livro é mesmo muito importante. Além disso, não há aluno meu que não o conheça (...). E sobretudo por isto: porque, quando há poucos meses se falou no Holocausto e se falou nas experiências com seres humanos (...) houve um aluno que reagiu desta maneira: "Ah, professora, isso realmente é terrível, mas... a Ciência sempre evoluíu com essas experiências." Quando alguém adolescente nos diz isto, a sua sensibilidade, o seu pensamento, estão muito pouco trabalhados, há muito pouca reflexão. Eu acho que o Primo Levi, precisamente pelo modo como nos apresenta este livro (...), ele exige que nós reflictamos sobre isto! E é isso que eu quero fazer aos meus alunos: é uma exigência! Eles têm que reflectir sobre isto, porque isto não se pode repetir!
- JPB: É impossível ficar indiferente a esta obra, "Se Isto É um Homem". (...)
- JPB, 23'52'': Maria do Carmo Vieira, tocada pela força e pela beleza destas palavras de Primo Levi (...). É habitual isto acontecer-lhe, sentir-se assim tocada pela força destas palavras?
- MCV: A mim, e aos alunos. (...) Agora sobretudo, porque desde que me recusei a dar os novos programas, fui para os horários da noite, e os meus alunos eram estudantes-trabalhadores (...) alguns deles choraram (...).
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Podcasts OPML
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<opml version="1.1"><head><title>iPodder Exported Subscriptions</title><dateCreated></dateCreated></head><body><outline text="iPodder Exported Subscriptions"><outline text="TSF - O Mundo num Minuto" title="TSF - O Mundo num Minuto" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MundoMinuto"/><outline text="TSF - Voz do Direito" title="TSF - Voz do Direito" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-VozDireito"/><outline text="TSF - Conselho Fiscal" title="TSF - Conselho Fiscal" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-ConselhoFiscal"/><outline text="TSF - Mais Cedo ou Mais Tarde" title="TSF - Mais Cedo ou Mais Tarde" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MaisCedoOuMaisTarde"/><outline text="TSF - Made in Portugal" title="TSF - Made in Portugal" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MadeInPortugal"/><outline text="TSF - Governo Sombra" title="TSF - Governo Sombra" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-GovernoSombra-Podcast"/><outline text="TSF - Mundo Novo" title="TSF - Mundo Novo" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MundoNovo"/><outline text="TSF - Fórum TSF" title="TSF - Fórum TSF" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-ForumTSF"/><outline text="1 MINUTO PELA TERRA" title="1 MINUTO PELA TERRA" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2917"/><outline text="A1 CIÊNCIA" title="A1 CIÊNCIA" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2143"/><outline text="CAUSAS PÚBLICAS" title="CAUSAS PÚBLICAS" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2500"/><outline text="CLICK" title="CLICK" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=3053"/><outline text="CONSELHO SUPERIOR" title="CONSELHO SUPERIOR" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2320"/><outline text="CONTRADITÓRIO" title="CONTRADITÓRIO" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1707"/><outline text="DIRECTO AO CONSUMIDOR" title="DIRECTO AO CONSUMIDOR" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2155"/><outline text="ENTREVISTA ANTENA 1" title="ENTREVISTA ANTENA 1" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2421"/><outline text="ESCRITA EM DIA" title="ESCRITA EM DIA" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1002"/><outline text="MARIA FLOR PEDROSO" title="MARIA FLOR PEDROSO" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1010"/><outline text="PORTUGALEX" title="PORTUGALEX" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2341"/><outline text="REPORTAGEM ANTENA 1" title="REPORTAGEM ANTENA 1" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2333"/><outline text="VISÃO GLOBAL" title="VISÃO GLOBAL" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2311"/><outline text="VIDAS QUE CONTAM" title="VIDAS QUE CONTAM" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2632"/><outline text="Grande Entrevista" title="Grande Entrevista" type="rss" xmlUrl="http://radioclube.clix.pt/rss/grande.xml"/><outline text="Lugar Cativo - Entrevista" title="Lugar Cativo - Entrevista" type="rss" xmlUrl="http://radioclube.clix.pt/rss/edicao.xml"/></outline></body></opml>
<opml version="1.1"><head><title>iPodder Exported Subscriptions</title><dateCreated></dateCreated></head><body><outline text="iPodder Exported Subscriptions"><outline text="TSF - O Mundo num Minuto" title="TSF - O Mundo num Minuto" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MundoMinuto"/><outline text="TSF - Voz do Direito" title="TSF - Voz do Direito" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-VozDireito"/><outline text="TSF - Conselho Fiscal" title="TSF - Conselho Fiscal" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-ConselhoFiscal"/><outline text="TSF - Mais Cedo ou Mais Tarde" title="TSF - Mais Cedo ou Mais Tarde" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MaisCedoOuMaisTarde"/><outline text="TSF - Made in Portugal" title="TSF - Made in Portugal" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MadeInPortugal"/><outline text="TSF - Governo Sombra" title="TSF - Governo Sombra" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-GovernoSombra-Podcast"/><outline text="TSF - Mundo Novo" title="TSF - Mundo Novo" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-MundoNovo"/><outline text="TSF - Fórum TSF" title="TSF - Fórum TSF" type="rss" xmlUrl="http://feeds.tsf.pt/Tsf-ForumTSF"/><outline text="1 MINUTO PELA TERRA" title="1 MINUTO PELA TERRA" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2917"/><outline text="A1 CIÊNCIA" title="A1 CIÊNCIA" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2143"/><outline text="CAUSAS PÚBLICAS" title="CAUSAS PÚBLICAS" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2500"/><outline text="CLICK" title="CLICK" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=3053"/><outline text="CONSELHO SUPERIOR" title="CONSELHO SUPERIOR" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2320"/><outline text="CONTRADITÓRIO" title="CONTRADITÓRIO" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1707"/><outline text="DIRECTO AO CONSUMIDOR" title="DIRECTO AO CONSUMIDOR" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2155"/><outline text="ENTREVISTA ANTENA 1" title="ENTREVISTA ANTENA 1" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2421"/><outline text="ESCRITA EM DIA" title="ESCRITA EM DIA" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1002"/><outline text="MARIA FLOR PEDROSO" title="MARIA FLOR PEDROSO" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=1010"/><outline text="PORTUGALEX" title="PORTUGALEX" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2341"/><outline text="REPORTAGEM ANTENA 1" title="REPORTAGEM ANTENA 1" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2333"/><outline text="VISÃO GLOBAL" title="VISÃO GLOBAL" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2311"/><outline text="VIDAS QUE CONTAM" title="VIDAS QUE CONTAM" type="rss" xmlUrl="http://tv1.rtp.pt/web/podcast/gera_podcast.php?prog=2632"/><outline text="Grande Entrevista" title="Grande Entrevista" type="rss" xmlUrl="http://radioclube.clix.pt/rss/grande.xml"/><outline text="Lugar Cativo - Entrevista" title="Lugar Cativo - Entrevista" type="rss" xmlUrl="http://radioclube.clix.pt/rss/edicao.xml"/></outline></body></opml>
sábado, 19 de setembro de 2009
Programas eleitorais
Pode encontrar os programas em:
tinyurl.com/Leg09BEtinyurl.com/Leg09CDS
tinyurl.com/Leg09FEH
tinyurl.com/Leg09MPT
tinyurl.com/Leg09MEP
tinyurl.com/Leg09MMS
tinyurl.com/Leg09PCPtinyurl.com/Leg09PCTPMRPP
tinyurl.com/Leg09PStinyurl.com/Leg09PSD
Faltam alguns? Sim, faltam aqueles que não disponibilizam na sua página um programa estruturado, digno desse nome; e falta aquele cujo discurso intelectualmente medíocre se reduz a uma irresponsável avalanche de preconceitos e ao culto do ódio, cujo nome, por decência, nem ouso referir.
Mas o mais prático talvez seja mesmo utilizar a Bússola Eleitoral (http://www.bussolaeleitoral.pt/), um serviço criado por instituições universitárias nacionais e europeias e que, com base nas suas respostas a um conjunto de questões, identifica os partidos que mais se aproximam das suas prioridades políticas.
tinyurl.com/Leg09BEtinyurl.com/Leg09CDS
tinyurl.com/Leg09FEH
tinyurl.com/Leg09MPT
tinyurl.com/Leg09MEP
tinyurl.com/Leg09MMS
tinyurl.com/Leg09PCPtinyurl.com/Leg09PCTPMRPP
tinyurl.com/Leg09PStinyurl.com/Leg09PSD
Faltam alguns? Sim, faltam aqueles que não disponibilizam na sua página um programa estruturado, digno desse nome; e falta aquele cujo discurso intelectualmente medíocre se reduz a uma irresponsável avalanche de preconceitos e ao culto do ódio, cujo nome, por decência, nem ouso referir.
Mas o mais prático talvez seja mesmo utilizar a Bússola Eleitoral (http://www.bussolaeleitoral.pt/), um serviço criado por instituições universitárias nacionais e europeias e que, com base nas suas respostas a um conjunto de questões, identifica os partidos que mais se aproximam das suas prioridades políticas.
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Mais um voto branco - seremos muitos
É bom saber que não estamos sós. Encontrei agora mesmo, no blog do Público, este comentário:
11.09.2009 15h29 - Anónimo Vila Nova de Gaia
Hoje entrei num autocarro na baixa da cidade do Porto. Havia um tumulto no autocarro porque um senhor já com uma certa idade resolveu dizer a um grupo de jovens que estavam sentados, (gosto especialmente das palavras “de uma certa idade” e “jovem”) que estes se deveriam levantar para dar lugar às pessoas mais velhas. Os jovens não se quiseram levantar porque “quem tem pernas para andar também pode ir em pé” e também “andam cansados de ir para a escola”. Foram rudes (também gosto da palavra rude) com todos os que se insurgiram contra as suas atitudes e dois deles lá se levantaram para dar lugar continuando a falar alto acerca da razão para não se levantarem. Um deles tentava apaziguar os ânimos dizendo para se acalmarem e se calarem ao que um responde “isto é depois do 25 de Abril posso dizer o que quiser ou estamos na época do Salazar?”.
A ignorância assusta-me. Assusta-me a geração que acha que 25 de Abril é sinónimo de má educação e pouco respeito. Assusta-me a geração que não se importa com ensino facilitado para poderem passar e fazer a escolaridade obrigatória. Assusta-me a geração que acha que não tem que se levantar para dar lugar aos mais velhos. Assusta-me a geração do deixa andar, da apatia, dos rebanhos, da velocidade da informação e da velocidade de sentimentos, do “não me interessa”, do vamos lá cambada todos à molhada. Porque um país se vê pela qualidade do seu ensino e pela qualidade da sua saúde, porque o nosso não tem bom ensino nem boa saúde, porque não é só deste governo mas de sucessivos governos e sucessivos maus ministros da saúde e da educação. De más ideias e más práticas. De más alternativas. De olhar para a lista dos candidatos e não conseguir encontrar um com quem nos identificamos porque todos eles já mostraram incompetência quer na actualidade quer no passado ou apenas porque são apáticos com ideias passadas e repassadas ou com ideias nenhumas. E podem chamar o que quiserem, geração rasca, à rasca, dos 1000 euros, dos sms, do polegar. Chamem o que quiserem só não me chamem a mim nada porque com 30 anos, numa tentativa de perspectivar o futuro só vejo branco, branco como o voto que será o meu nas próximas eleições e por essa razão, nada me chamarão com certeza.
11.09.2009 15h29 - Anónimo Vila Nova de Gaia
Hoje entrei num autocarro na baixa da cidade do Porto. Havia um tumulto no autocarro porque um senhor já com uma certa idade resolveu dizer a um grupo de jovens que estavam sentados, (gosto especialmente das palavras “de uma certa idade” e “jovem”) que estes se deveriam levantar para dar lugar às pessoas mais velhas. Os jovens não se quiseram levantar porque “quem tem pernas para andar também pode ir em pé” e também “andam cansados de ir para a escola”. Foram rudes (também gosto da palavra rude) com todos os que se insurgiram contra as suas atitudes e dois deles lá se levantaram para dar lugar continuando a falar alto acerca da razão para não se levantarem. Um deles tentava apaziguar os ânimos dizendo para se acalmarem e se calarem ao que um responde “isto é depois do 25 de Abril posso dizer o que quiser ou estamos na época do Salazar?”.
A ignorância assusta-me. Assusta-me a geração que acha que 25 de Abril é sinónimo de má educação e pouco respeito. Assusta-me a geração que não se importa com ensino facilitado para poderem passar e fazer a escolaridade obrigatória. Assusta-me a geração que acha que não tem que se levantar para dar lugar aos mais velhos. Assusta-me a geração do deixa andar, da apatia, dos rebanhos, da velocidade da informação e da velocidade de sentimentos, do “não me interessa”, do vamos lá cambada todos à molhada. Porque um país se vê pela qualidade do seu ensino e pela qualidade da sua saúde, porque o nosso não tem bom ensino nem boa saúde, porque não é só deste governo mas de sucessivos governos e sucessivos maus ministros da saúde e da educação. De más ideias e más práticas. De más alternativas. De olhar para a lista dos candidatos e não conseguir encontrar um com quem nos identificamos porque todos eles já mostraram incompetência quer na actualidade quer no passado ou apenas porque são apáticos com ideias passadas e repassadas ou com ideias nenhumas. E podem chamar o que quiserem, geração rasca, à rasca, dos 1000 euros, dos sms, do polegar. Chamem o que quiserem só não me chamem a mim nada porque com 30 anos, numa tentativa de perspectivar o futuro só vejo branco, branco como o voto que será o meu nas próximas eleições e por essa razão, nada me chamarão com certeza.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Razões para votar e para não votar PCP
+ Coerência e seriedade
+/- Alerta frequente para situações potencialmente lesivas dos direitos dos cidadãos, tais como a precariedade laboral ou a privatização dos sistemas de distribuição de águas
- Discurso vago, cheio de chavões e promessas de melhoria das condições dos trabalhadores, sem que seja demonstrada a viabilidade de tais melhorias
+/- Alerta frequente para situações potencialmente lesivas dos direitos dos cidadãos, tais como a precariedade laboral ou a privatização dos sistemas de distribuição de águas
- Discurso vago, cheio de chavões e promessas de melhoria das condições dos trabalhadores, sem que seja demonstrada a viabilidade de tais melhorias
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