* Total ausência de pejo em lançar e aproveitar boatos de parte a parte
* Pouca atenção dada ao debate sério e profundo de ideias, de alternativas, das respectivas dificuldades e das soluções para estas; mais atenção dada a promessas vãs, óbvias mas de viabilidade não demonstrada, e à intriga e politiquice
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Razões para votar e para não votar PSD
- Tendências xenófobas de Manuela Ferreira Leite, evidenciadas nos comentários sobre a influência de Espanha na decisão de avançar com o TGV, ou nos anteriores comentários sobre as grandes obras apenas favorecerem a Roménia
- Incoerências -- bem evidenciadas por José Sócrates -- entre as medidas tomadas quando governante (no que toca ao TGV, por exemplo) ou propostas (ou ausentes!) no programa, e as medidas reclamadas enquanto oposição (abolição das SCUT ou do Pagamento Especial por Conta, por exemplo)
- Contradição -- também referida por Sócrates -- entre a proclamação da "Política de Verdade" e a escolha, para cabeça de lista pela Madeira, de alguém que não irá desempenhar o cargo de deputado para o qual concorre
- Facilidade em emitir opiniões e condenar os adversários com base em situações não comprovadas (ou até desmentidas mais tarde), tais como o Governo ter cedido a pressões espanholas no caso do TGV, o Governo ter exercido pressão sobre a TVI para que o Jornal Nacional de fosse interrompido (como se fosse necessária tal pressão, como se o cancelamento daquele programa pela administração da TVI não fosse do mais elementar bom-senso...), ou, mais recentemente, o director do Público estar sob escuta (algo que ele próprio negou na mesma noite, tendo vindo esclarecer que o e-mail fora enviado do próprio Público)
- Atribuição de lugares de destaque, nas eleições legislativas ou autárquicas, aos elementos do partido que mais prejudicaram a sua imagem e o país, tais como Pedro Santana Lopes ou Alberto João Jardim
- Manuela Ferreira Leite não evidencia capacidade técnica, nem intelectual, nem cultural e filosófica, nem capacidade de reacção e de resposta e de gestão do imprevisto, que lhe permitissem o eficaz exercício do cargo de Primeiro-Ministro
- PSD foi protagonista na deprimente novela da eleição do novo Provedor de Justiça.
- Incoerências -- bem evidenciadas por José Sócrates -- entre as medidas tomadas quando governante (no que toca ao TGV, por exemplo) ou propostas (ou ausentes!) no programa, e as medidas reclamadas enquanto oposição (abolição das SCUT ou do Pagamento Especial por Conta, por exemplo)
- Contradição -- também referida por Sócrates -- entre a proclamação da "Política de Verdade" e a escolha, para cabeça de lista pela Madeira, de alguém que não irá desempenhar o cargo de deputado para o qual concorre
- Facilidade em emitir opiniões e condenar os adversários com base em situações não comprovadas (ou até desmentidas mais tarde), tais como o Governo ter cedido a pressões espanholas no caso do TGV, o Governo ter exercido pressão sobre a TVI para que o Jornal Nacional de fosse interrompido (como se fosse necessária tal pressão, como se o cancelamento daquele programa pela administração da TVI não fosse do mais elementar bom-senso...), ou, mais recentemente, o director do Público estar sob escuta (algo que ele próprio negou na mesma noite, tendo vindo esclarecer que o e-mail fora enviado do próprio Público)
- Atribuição de lugares de destaque, nas eleições legislativas ou autárquicas, aos elementos do partido que mais prejudicaram a sua imagem e o país, tais como Pedro Santana Lopes ou Alberto João Jardim
- Manuela Ferreira Leite não evidencia capacidade técnica, nem intelectual, nem cultural e filosófica, nem capacidade de reacção e de resposta e de gestão do imprevisto, que lhe permitissem o eficaz exercício do cargo de Primeiro-Ministro
- PSD foi protagonista na deprimente novela da eleição do novo Provedor de Justiça.
Razões para votar e para não votar PS
- Novo regime jurídico da RAN: deixa a delimitação deste importante recurso natural nas mãos das autarquias, que são quem mais quer transformar terrenos agrícolas em urbanizáveis; equipara a silvicultura intensiva à agricultura, permitindo que os solos mais férteis sejam destruídos por culturas como o eucalipto; abre todo o tipo de excepções nas quais é possível a reconversão de solos agrícolas.
- Criação do conceito de "Projectos PIN", e repetido abuso do conceito de "interesse público", para permitir a devassa de importantes espaços naturais do país ao arrepio dos instrumentos de ordenamento do território.
- Medidas que agravam a fuga de população para o litoral e para Lisboa, em vez de a contrariarem: fecho de escolas e serviços hospitalares, de um lado; nova ponte sobre o Tejo, do outro.
- Repetido anúncio, em pleno exercício de mandato, de medidas que alegadamente serão implementadas dentro de meses, e que um ou mais anos depois continuam letra morta ou não têm impactos detectáveis, p.ex. o apoio aos casais inférteis ou as parcerias com o MIT.
- Avanços irreflectidos e recuos atabalhoados em medidas como o encerramento de urgências ou a avaliação dos professores.
- Gasto de avultadas quantias de dinheiro em iniciativas de duvidosa utilidade e ainda mais duvidoso planeamento, p. ex. a entrega de computadores Magalhães aos alunos do ensino básico.
- Negócios de contornos pouco claros (ausência de concurso, pagamentos pouco transparentes através de fundação) com empresas com um nebuloso passado fiscal, como a J.P. Sá Couto.
- Ataques à privacidade dos cidadãos, onde se realça a futura obrigatoriedade de instalação de um chip de identificação em todos os veículos, ou o ridículo questionário aos contraentes de casamento.
- Incapacidade (ou desinteresse...) em resolver o crónico mau funcionamento, arrogância e arbitrariedade de critérios em organismos de grande importância para o progresso do país, tais como a Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
- Distorção da realidade do país, com base em dados estatísticos de significado questionável e rigor duvidoso.
- Descredibilização do ensino público e dos respectivos diplomas de estudos, quer através de um programa Novas Oportunidades que certifica níveis de formação a quem não tem os correspondentes conhecimentos, quer pela progressiva redução do grau de exigência dos exames, quer pelo consentimento de que as universidades aceitem nos seus cursos alunos que não têm a devida preparação.
- Controlo centralizado das polícias e da investigação policial na alçada do Governo, facilitando a devassa da privacidade dos cidadãos e o uso indevido da informação recolhida.
- Partido não foi capaz de reconhecer e combater a incompetência de uma das suas figuras mais proeminentes à frente do Banco de Portugal.
- Partido foi, colectivamente, personagem importante na deprimente novela da eleição do novo Provedor de Justiça.
- Governo ofereceu-nos um sistema de avaliação de professores que os volta uns contra os outros e os submerge em procedimentos burocráticos, desviando-os da reflexão pedagógica, da pesquisa científica e do apoio aos alunos.
+ Aposta nas energias renováveis, recusa da energia nuclear
+ Capacidade intelectual, determinação, dinamismo e versatilidade de José Sócrates
+ Combate ao sistema de progressões automáticas nas carreiras públicas
- Criação do conceito de "Projectos PIN", e repetido abuso do conceito de "interesse público", para permitir a devassa de importantes espaços naturais do país ao arrepio dos instrumentos de ordenamento do território.
- Medidas que agravam a fuga de população para o litoral e para Lisboa, em vez de a contrariarem: fecho de escolas e serviços hospitalares, de um lado; nova ponte sobre o Tejo, do outro.
- Repetido anúncio, em pleno exercício de mandato, de medidas que alegadamente serão implementadas dentro de meses, e que um ou mais anos depois continuam letra morta ou não têm impactos detectáveis, p.ex. o apoio aos casais inférteis ou as parcerias com o MIT.
- Avanços irreflectidos e recuos atabalhoados em medidas como o encerramento de urgências ou a avaliação dos professores.
- Gasto de avultadas quantias de dinheiro em iniciativas de duvidosa utilidade e ainda mais duvidoso planeamento, p. ex. a entrega de computadores Magalhães aos alunos do ensino básico.
- Negócios de contornos pouco claros (ausência de concurso, pagamentos pouco transparentes através de fundação) com empresas com um nebuloso passado fiscal, como a J.P. Sá Couto.
- Ataques à privacidade dos cidadãos, onde se realça a futura obrigatoriedade de instalação de um chip de identificação em todos os veículos, ou o ridículo questionário aos contraentes de casamento.
- Incapacidade (ou desinteresse...) em resolver o crónico mau funcionamento, arrogância e arbitrariedade de critérios em organismos de grande importância para o progresso do país, tais como a Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
- Distorção da realidade do país, com base em dados estatísticos de significado questionável e rigor duvidoso.
- Descredibilização do ensino público e dos respectivos diplomas de estudos, quer através de um programa Novas Oportunidades que certifica níveis de formação a quem não tem os correspondentes conhecimentos, quer pela progressiva redução do grau de exigência dos exames, quer pelo consentimento de que as universidades aceitem nos seus cursos alunos que não têm a devida preparação.
- Controlo centralizado das polícias e da investigação policial na alçada do Governo, facilitando a devassa da privacidade dos cidadãos e o uso indevido da informação recolhida.
- Partido não foi capaz de reconhecer e combater a incompetência de uma das suas figuras mais proeminentes à frente do Banco de Portugal.
- Partido foi, colectivamente, personagem importante na deprimente novela da eleição do novo Provedor de Justiça.
- Governo ofereceu-nos um sistema de avaliação de professores que os volta uns contra os outros e os submerge em procedimentos burocráticos, desviando-os da reflexão pedagógica, da pesquisa científica e do apoio aos alunos.
+ Aposta nas energias renováveis, recusa da energia nuclear
+ Capacidade intelectual, determinação, dinamismo e versatilidade de José Sócrates
+ Combate ao sistema de progressões automáticas nas carreiras públicas
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Uma alternativa política em crescimento
Descobri hoje, através de uma discretíssima referência na Antena 1, que dois pequenos partidos portugueses se coligaram para concorrer às próximas eleições legislativas. São, tão somente, os dois partidos cujas preocupações mais valorizo e que mais poderão contribuir com novos pontos de vista para o debate parlamentar, trazendo para a discussão os temas ambientais e civilizacionais e aquela perspectiva holística que tanta falta faz na política. Lerei atentamente o programa eleitoral desta coligação, e, muito provavelmente, já sei em quem vou votar.
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Uma excelente ferramenta para a cidadania
Descobri hoje que no sítio da RTP (sub-secção da Antena 1) é possível elaborar uma "playlist" de notícias e ouvi-las sequencialmente. Estou a usar esta ferramenta para acompanhar os desenvolvimentos da campanha eleitoral, e espero usá-la no futuro para concretizar a difícil tarefa de encaixar na minha rotina diária a escuta das notícias mais relevantes.
domingo, 14 de junho de 2009
As falácias da economia
"what makes [economists] think that growth (i.e., physical expansion of the economic subsystem into the finite containing biosphere), is not already increasing environmental and social costs faster than production benefits, thereby becoming uneconomic growth, making us poorer, not richer? After all, real GDP, the measure of “economic” growth so-called, does not separate costs from benefits, but conflates them as “economic” activity. How would we know when growth became uneconomic? Remedial and defensive activity becomes ever greater as we grow from an “empty-world” to a “full-world” economy, characterized by congestion, interference, displacement, depletion and pollution. The defensive expenditures induced by these negatives are all added to GDP, not subtracted."
"Beyond a level already reached in many countries GDP growth delivers no more happiness, but continues to generate depletion and pollution. At a minimum we must not just assume that GDP growth is “economic growth” (...)."
"A long run norm of continuous growth could make sense, only if one of the three following conditions were true:
"Development (squeezing more welfare from the same throughput of resources) is a good thing. Growth (pushing more resources through a physically larger economy) is the problem. Limiting quantitative growth is the way to force qualitative development."
"Rich and poor separated by a factor of 500 become almost different species. The main justification for such differences has been that they stimulate growth, which will one day make everyone rich. This may have had superficial plausibility in an empty world, but in our full world it is a fairy tale."
"For the Classical Economists the length of the working day was a key variable by which the worker (self-employed yeoman or artisan) balanced the marginal disutility of labor with the marginal utility of income and of leisure so as to maximize enjoyment of life. (...) We need to make it [the length if the working day] more of a variable subject to choice by the worker. And we should stop biasing the labor–leisure choice by advertising to stimulate more consumption and more labor to pay for it."
Daly, Herman (Lead Author); Robert Costanza (Topic Editor). 2009. "From a Failed Growth Economy to a Steady-State Economy." In: Encyclopedia of Earth. Eds. Cutler J. Cleveland (Washington, D.C.: Environmental Information Coalition, National Council for Science and the Environment). [Published in the Encyclopedia of Earth June 5, 2009; Retrieved June 14, 2009]. <http://www.eoearth.org/article/From_a_Failed_Growth_Economy_to_a_Steady-State_Economy>
Pode ouvir algumas ideias de Herman Daly em http://www.electricpolitics.com/podcast/2007/03/ecological_economics.html.
Finalmente encontro um economista com dois dedos de testa!! É que, hoje em dia, quase todos os pretensos economistas não vêem um palmo à frente do nariz... falam de coisas que não compreendem... perderam completamente a noção de o que é e para que serve a economia.
O exemplo acabado desta pobreza intelectual generalizada entre os pseudo-economistas que pululam por aí, pode ser encontrado nos "boletins de economia" da comunicação social, onde se fala dos altos e baixos da Bolsa como se se falasse de meteorologia, sem jamais se explicar o significado, as implicações e as causas dessas flutuações. Os referidos boletins de economia só podem servir para uma coisa: ampliar os movimentos eufóricos de compra e venda de acções. Ou seja: funcionam como realimentação positiva. Acontece que a realimentação positiva é precisamente o mecanismo que provoca instabilidade dos sistemas (sejam eles sistemas económicos, meteorológicos, ou quaisquer outros). Portanto, os pseudo-economistas dos dias de hoje -- como esses miúdos armados em espertos que ouvimos logo ao início da manhã nas rádios e televisões -- não fazem mais do que incentivar a instabilidade da economia.
É bom saber que, algures do outro lado do oceano -- naquela nação que tanto gostamos de criticar... -- há laivos de bom senso e de compreensão holística deste complexo sistema económico, ambiental e social chamado Terra.
"Beyond a level already reached in many countries GDP growth delivers no more happiness, but continues to generate depletion and pollution. At a minimum we must not just assume that GDP growth is “economic growth” (...)."
"A long run norm of continuous growth could make sense, only if one of the three following conditions were true:
- if the economy were not an open subsystem of a finite and non-growing biophysical system,
- if the economy were growing in a non physical dimension, or
- if the laws of thermodynamics did not hold."
"Development (squeezing more welfare from the same throughput of resources) is a good thing. Growth (pushing more resources through a physically larger economy) is the problem. Limiting quantitative growth is the way to force qualitative development."
"Rich and poor separated by a factor of 500 become almost different species. The main justification for such differences has been that they stimulate growth, which will one day make everyone rich. This may have had superficial plausibility in an empty world, but in our full world it is a fairy tale."
"For the Classical Economists the length of the working day was a key variable by which the worker (self-employed yeoman or artisan) balanced the marginal disutility of labor with the marginal utility of income and of leisure so as to maximize enjoyment of life. (...) We need to make it [the length if the working day] more of a variable subject to choice by the worker. And we should stop biasing the labor–leisure choice by advertising to stimulate more consumption and more labor to pay for it."
Daly, Herman (Lead Author); Robert Costanza (Topic Editor). 2009. "From a Failed Growth Economy to a Steady-State Economy." In: Encyclopedia of Earth. Eds. Cutler J. Cleveland (Washington, D.C.: Environmental Information Coalition, National Council for Science and the Environment). [Published in the Encyclopedia of Earth June 5, 2009; Retrieved June 14, 2009]. <http://www.eoearth.org/article/From_a_Failed_Growth_Economy_to_a_Steady-State_Economy>
Pode ouvir algumas ideias de Herman Daly em http://www.electricpolitics.com/podcast/2007/03/ecological_economics.html.
Finalmente encontro um economista com dois dedos de testa!! É que, hoje em dia, quase todos os pretensos economistas não vêem um palmo à frente do nariz... falam de coisas que não compreendem... perderam completamente a noção de o que é e para que serve a economia.
O exemplo acabado desta pobreza intelectual generalizada entre os pseudo-economistas que pululam por aí, pode ser encontrado nos "boletins de economia" da comunicação social, onde se fala dos altos e baixos da Bolsa como se se falasse de meteorologia, sem jamais se explicar o significado, as implicações e as causas dessas flutuações. Os referidos boletins de economia só podem servir para uma coisa: ampliar os movimentos eufóricos de compra e venda de acções. Ou seja: funcionam como realimentação positiva. Acontece que a realimentação positiva é precisamente o mecanismo que provoca instabilidade dos sistemas (sejam eles sistemas económicos, meteorológicos, ou quaisquer outros). Portanto, os pseudo-economistas dos dias de hoje -- como esses miúdos armados em espertos que ouvimos logo ao início da manhã nas rádios e televisões -- não fazem mais do que incentivar a instabilidade da economia.
É bom saber que, algures do outro lado do oceano -- naquela nação que tanto gostamos de criticar... -- há laivos de bom senso e de compreensão holística deste complexo sistema económico, ambiental e social chamado Terra.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Vamos todos multar o PS... nas urnas
Caros,
ao longo destes anos, o PS tem dado repetidas provas de total desrespeito pelos direitos dos cidadãos: direito à educação (uma verdadeira educação de qualidade, não a farsa das "novas oportunidades), direito à participação pública e à liberdade de expressão, direito ao ambiente, etc.. O Sócrates que parecia tão amigo do ambiente nos últimos momentos do governo de Guterres, revelou-se um hipócrita de primeiro nível. É fundamental que o penalizemos, bem como a todos os que, (c)ordeiramente, aprovam as suas propostas.
Os exemplos são mais que muitos; todos os dias nos chegam através da comunicação social ou dos sites e listas de e-mail das associações de defesa do ambiente. Veja-se, por exemplo, o artigo de Luísa Schmidt no Expresso de 30 de Maio:
«(...) o Governo decidiu reduzir as coimas por danos ambientais (...) - proposta pelo Governo e aprovada no Parlamento pela maioria socialista e contra os votos de todos os outros partidos (...) O que é patético nesta medida, é a candura com que ela revela a verdade da formação ambiental e a cultura política destes governantes.»
Não há moral neste país. Não há respeito, nem pelos vivos nem pelos que ainda hão-de nascer. Não há programas sólidos e concretos, apenas intenções vagas ou ideias avulsas. Vai-se ler o manifesto eleitoral de qualquer um dos cinco partidos mais visíveis (este ou este, por exemplo), e no fim de um longo texto fica-se com a impressão de que a montanha pariu um rato: muitas palavras bonitas, muitas boas intenções, mas pouca clareza sobre quais as acções em que se concretizarão as apregoadas intenções. Nem o recém-criado Movimento Mérito e Sociedade se escapa: a sua Declaração de Candidatura é mais do mesmo. Por outro lado, o programa eleitoral do Partido Humanista parece um cocktail feito à pressa, onde faltam muitos ingredientes e outros estão a mais; ainda assim, parece ser aquele que contém mais ideias novas e pertinentes.
Um dos partidos de esquerda com assento parlamentar apresenta um "Compromisso Eleitoral" com algumas ideias relativamente inovadoras e bastante claras; no entanto, a arrogância típica dos candidatos deste partido provavelmente impedirá que alguém preste sequer atenção às suas propostas. Quanto ao outro partido minoritário de esquerda com assento parlamentar... há alguma substância na sua Declaração Programática, mas também muitas promessas vagas ou impossíveis de implementar.
Perdido neste deserto de ideias -- ou, pelo menos, de ideias expressas com clareza e sinceridade -- calhei a encontrar no sítio do Movimento Esperança Portugal uma ligação para o EU Profiler. É um serviço absolutamente fantástico: ajuda-nos a reflectir sobre as nossas próprias posições, localiza-nos no espectro de partidos políticos que se candidatam às eleições, fornece uma descrição simples e visualmente apelativa do posicionamento de cada partido, e -- extremamente importante -- é inteiramente credível e verificável, já que o perfil de cada partido é documentado com excertos dos respectivos documentos programáticos e ligações para esses documentos.
Estando eu hesitante entre dois ou três partidos, o EU Profiler veio confirmar aquela que se perfilava como a minha escolha. Bem hajam todas as instituições envolvidas neste projecto.
ao longo destes anos, o PS tem dado repetidas provas de total desrespeito pelos direitos dos cidadãos: direito à educação (uma verdadeira educação de qualidade, não a farsa das "novas oportunidades), direito à participação pública e à liberdade de expressão, direito ao ambiente, etc.. O Sócrates que parecia tão amigo do ambiente nos últimos momentos do governo de Guterres, revelou-se um hipócrita de primeiro nível. É fundamental que o penalizemos, bem como a todos os que, (c)ordeiramente, aprovam as suas propostas.
Os exemplos são mais que muitos; todos os dias nos chegam através da comunicação social ou dos sites e listas de e-mail das associações de defesa do ambiente. Veja-se, por exemplo, o artigo de Luísa Schmidt no Expresso de 30 de Maio:
«(...) o Governo decidiu reduzir as coimas por danos ambientais (...) - proposta pelo Governo e aprovada no Parlamento pela maioria socialista e contra os votos de todos os outros partidos (...) O que é patético nesta medida, é a candura com que ela revela a verdade da formação ambiental e a cultura política destes governantes.»
Mas se alguém pensa que ainda existe algum "Partido Ecologista 'Os Verdes'" que possa constituir uma alternativa, no âmbito da coligação à qual pertence, então desencante-se, porque...
Não há moral neste país. Não há respeito, nem pelos vivos nem pelos que ainda hão-de nascer. Não há programas sólidos e concretos, apenas intenções vagas ou ideias avulsas. Vai-se ler o manifesto eleitoral de qualquer um dos cinco partidos mais visíveis (este ou este, por exemplo), e no fim de um longo texto fica-se com a impressão de que a montanha pariu um rato: muitas palavras bonitas, muitas boas intenções, mas pouca clareza sobre quais as acções em que se concretizarão as apregoadas intenções. Nem o recém-criado Movimento Mérito e Sociedade se escapa: a sua Declaração de Candidatura é mais do mesmo. Por outro lado, o programa eleitoral do Partido Humanista parece um cocktail feito à pressa, onde faltam muitos ingredientes e outros estão a mais; ainda assim, parece ser aquele que contém mais ideias novas e pertinentes.
Um dos partidos de esquerda com assento parlamentar apresenta um "Compromisso Eleitoral" com algumas ideias relativamente inovadoras e bastante claras; no entanto, a arrogância típica dos candidatos deste partido provavelmente impedirá que alguém preste sequer atenção às suas propostas. Quanto ao outro partido minoritário de esquerda com assento parlamentar... há alguma substância na sua Declaração Programática, mas também muitas promessas vagas ou impossíveis de implementar.
Perdido neste deserto de ideias -- ou, pelo menos, de ideias expressas com clareza e sinceridade -- calhei a encontrar no sítio do Movimento Esperança Portugal uma ligação para o EU Profiler. É um serviço absolutamente fantástico: ajuda-nos a reflectir sobre as nossas próprias posições, localiza-nos no espectro de partidos políticos que se candidatam às eleições, fornece uma descrição simples e visualmente apelativa do posicionamento de cada partido, e -- extremamente importante -- é inteiramente credível e verificável, já que o perfil de cada partido é documentado com excertos dos respectivos documentos programáticos e ligações para esses documentos.
Estando eu hesitante entre dois ou três partidos, o EU Profiler veio confirmar aquela que se perfilava como a minha escolha. Bem hajam todas as instituições envolvidas neste projecto.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Josefina Rocha
Tenho andado distraído, e só agora ouvi esta reportagem da SIC.
Quando ouvi falar de uma professora que falava de orgias nas aulas, pensava em alguma alegre jovem professora de mente aberta e feliz com a vida, que se tivesse atrevido a apregoar às suas alunas os seus prazeres mais secretos. Afinal trata-se de uma frustrada, arrogante, prepotente, lunática, que não tem respeito nem pelos alunos, nem pelos pais, nem sequer pelo próprio acto sexual de que fala insistentemente.
Não me choca que uma professora fale de sexo nas aulas, mas revolta-me que alguém
* fale da intimidade de outros, sem a autorização destes, sobretudo quando os visados são menores, e ainda mais quando as afirmações podem ser consideradas caluniosas, e mais ainda quando essas afirmações são totalmente gratuitas e infundadas;
* gaste o precioso tempo de aula com conversas completamente desprovidas de objectivo, em vez de proporcionar aos alunos uma melhor compreensão do mundo em que vivem, como deveria ser objectivo da disciplina que "lecciona";
* fomente na sala um ambiente de terror, de tacanhez de espírito, de agressividade, de humilhação, completamente contrário daquilo que se espera que seja o ambiente escolar;
e talvez mais que tudo, revolta-me que
* queira colocar-se acima de outros, e obrigar esses outros a comportamentos de vassalagem, só porque estudou durante mais anos (estudo esse que, pelo que se vê, em nada a engrandeceu).
Se há coisa que me causa nojo no portuguesinho enfeudado na função pública ou em qualquer outro poleiro, é a mania da grandeza, corporizada na exigência de se fazer tratar por "doutor" ou "engenheiro" ou "arquitecto". Há muita gente sem formação académica que tem muito mais sensatez, maturidade, cultura, empreendedorismo, competência e humanidade do que nós que temos formação superior. Além disso, muitos não têm formação superior simplesmente porque se viram obrigados a ganhar o seu sustento ainda novos, e isso não lhes tira valor, bem pelo contrário. Assim, é absolutamente nojento que alguém se ponha aos berros a dizer a uma adolescente que a mãe desta não tem educação porque não a trata por Senhora Doutora. É ouvir para crer...
Preocupa-me a invasão da privacidade que a difusão da tecnologia tem tornado cada vez mais fácil. Obviamente incomoda-me pensar que posso estar a ser filmado ou que a minha voz pode estar a ser gravada em qualquer momento. Pensava que a captação não autorizada de voz ou de imagem de outra pessoa seria crime, e acho deve sê-lo, sobretudo se for feita pela "parte mais forte" (pelo Estado contra os cidadãos, ou pela administração de uma empresa contra os seus empregados). Porém, neste caso, quem faz a gravação é a "parte mais fraca", e só recorre a este meio depois de ter tentado em vão fazer valer os seus direitos. Por isso, espero que a aluna e respectivos pais não sejam punidos, e que a Sr.ª Dr.ª Josefina Rocha seja irreversivelmente afastada da docência, já que não manifesta nem respeito nem empenho por esta profissão.
Quando ouvi falar de uma professora que falava de orgias nas aulas, pensava em alguma alegre jovem professora de mente aberta e feliz com a vida, que se tivesse atrevido a apregoar às suas alunas os seus prazeres mais secretos. Afinal trata-se de uma frustrada, arrogante, prepotente, lunática, que não tem respeito nem pelos alunos, nem pelos pais, nem sequer pelo próprio acto sexual de que fala insistentemente.
Não me choca que uma professora fale de sexo nas aulas, mas revolta-me que alguém
* fale da intimidade de outros, sem a autorização destes, sobretudo quando os visados são menores, e ainda mais quando as afirmações podem ser consideradas caluniosas, e mais ainda quando essas afirmações são totalmente gratuitas e infundadas;
* gaste o precioso tempo de aula com conversas completamente desprovidas de objectivo, em vez de proporcionar aos alunos uma melhor compreensão do mundo em que vivem, como deveria ser objectivo da disciplina que "lecciona";
* fomente na sala um ambiente de terror, de tacanhez de espírito, de agressividade, de humilhação, completamente contrário daquilo que se espera que seja o ambiente escolar;
e talvez mais que tudo, revolta-me que
* queira colocar-se acima de outros, e obrigar esses outros a comportamentos de vassalagem, só porque estudou durante mais anos (estudo esse que, pelo que se vê, em nada a engrandeceu).
Se há coisa que me causa nojo no portuguesinho enfeudado na função pública ou em qualquer outro poleiro, é a mania da grandeza, corporizada na exigência de se fazer tratar por "doutor" ou "engenheiro" ou "arquitecto". Há muita gente sem formação académica que tem muito mais sensatez, maturidade, cultura, empreendedorismo, competência e humanidade do que nós que temos formação superior. Além disso, muitos não têm formação superior simplesmente porque se viram obrigados a ganhar o seu sustento ainda novos, e isso não lhes tira valor, bem pelo contrário. Assim, é absolutamente nojento que alguém se ponha aos berros a dizer a uma adolescente que a mãe desta não tem educação porque não a trata por Senhora Doutora. É ouvir para crer...
Preocupa-me a invasão da privacidade que a difusão da tecnologia tem tornado cada vez mais fácil. Obviamente incomoda-me pensar que posso estar a ser filmado ou que a minha voz pode estar a ser gravada em qualquer momento. Pensava que a captação não autorizada de voz ou de imagem de outra pessoa seria crime, e acho deve sê-lo, sobretudo se for feita pela "parte mais forte" (pelo Estado contra os cidadãos, ou pela administração de uma empresa contra os seus empregados). Porém, neste caso, quem faz a gravação é a "parte mais fraca", e só recorre a este meio depois de ter tentado em vão fazer valer os seus direitos. Por isso, espero que a aluna e respectivos pais não sejam punidos, e que a Sr.ª Dr.ª Josefina Rocha seja irreversivelmente afastada da docência, já que não manifesta nem respeito nem empenho por esta profissão.
sábado, 16 de maio de 2009
Diagnóstico médico
O ser humano tem desenvolvido um conhecimento muito extenso acerca do funcionamento do seu próprio organismo, dos factores que podem prejudicar esse funcionamento, e das possíveis soluções para as diversas perturbações. Porém, nem sempre é tirado todo o proveito desse conhecimento. Não me refiro sequer às limitações económicas ou outras condicionantes estruturais que impedem que os avanços da medicina cheguem a quem deles precisa: refiro-me sobretudo à inevitável falibilidade de diagnósticos feitos de forma mais ou menos apressada por médicos que, como qualquer ser humano, não podem saber tudo. E para este problema só existe, parece-me, uma solução: o auto-diagnóstico.
O sítio wrongdiagnosis.com, que descobri hoje, pode ser uma excelente ajuda para esse auto-diagnóstico. A funcionalidade "multiple symptom checker" permite começar com um sintoma e ir adicionando sintomas relacionados, um a um, assim restringindo o leque de possíveis doenças. Em cada etapa é apresentada uma lista de sintomas relacionados com os já seleccionados. Não tem que percorrer toda a lista em busca do sintoma que quer adicionar: pode localizar na lista o termo pretendido com a funcionalidade "procurar na página" do seu navegador (pressionando Ctrl-F no Firefox, provavelmente Ctrl-L no Internet Explorer). Uma vez adicionado um número suficiente de sintomas, a lista de doenças tornar-se-á suficientemente curta para permitir uma análise mais cuidada da página de cada doença. Aí encontrará bastante informação sobre os sintomas, possíveis causas, possíveis erros de diagnóstico, tratamentos, etc..
Ao ler a informação disponibilizada neste sítio, talvez comece a relacionar o aparecimento dos sintomas com alguma alteração dos seus hábitos ou algum outro problema de saúde; uma pesquisa num motor de busca poderá ajudá-lo a confirmar ou a refutar essa hipótese. Eu, por exemplo, suspeitava que o consumo excessivo de café pudesse constituir uma sobrecarga para um fígado fragilizado, mas após uma simples pesquisa por coffee liver no Google verifiquei que afinal os dados disponíveis apontam precisamente em sentido contrário. Em contrapartida, verifiquei que diabetes, doença renal e anemia andam frequentemente associadas, algo que não conhecia inteiramente. Talvez seja uma pista; está na hora de perguntar a quem sabe.
O sítio wrongdiagnosis.com, que descobri hoje, pode ser uma excelente ajuda para esse auto-diagnóstico. A funcionalidade "multiple symptom checker" permite começar com um sintoma e ir adicionando sintomas relacionados, um a um, assim restringindo o leque de possíveis doenças. Em cada etapa é apresentada uma lista de sintomas relacionados com os já seleccionados. Não tem que percorrer toda a lista em busca do sintoma que quer adicionar: pode localizar na lista o termo pretendido com a funcionalidade "procurar na página" do seu navegador (pressionando Ctrl-F no Firefox, provavelmente Ctrl-L no Internet Explorer). Uma vez adicionado um número suficiente de sintomas, a lista de doenças tornar-se-á suficientemente curta para permitir uma análise mais cuidada da página de cada doença. Aí encontrará bastante informação sobre os sintomas, possíveis causas, possíveis erros de diagnóstico, tratamentos, etc..
Ao ler a informação disponibilizada neste sítio, talvez comece a relacionar o aparecimento dos sintomas com alguma alteração dos seus hábitos ou algum outro problema de saúde; uma pesquisa num motor de busca poderá ajudá-lo a confirmar ou a refutar essa hipótese. Eu, por exemplo, suspeitava que o consumo excessivo de café pudesse constituir uma sobrecarga para um fígado fragilizado, mas após uma simples pesquisa por coffee liver no Google verifiquei que afinal os dados disponíveis apontam precisamente em sentido contrário. Em contrapartida, verifiquei que diabetes, doença renal e anemia andam frequentemente associadas, algo que não conhecia inteiramente. Talvez seja uma pista; está na hora de perguntar a quem sabe.
domingo, 10 de maio de 2009
Futebol - uma praga herdada do século XX
Tarde de sábado. Ou noite de domingo, tanto faz. Estou na cozinha, a lavar loiça, ou a cozinhar, ou a fazer qualquer outra dessas tarefas que tendemos a considerar uma odiável perda de tempo. Quero rentabilizar em parte esse tempo morto, e para isso ligo o rádio, na esperança de ouvir notícias ou algum debate ou documentário. Tento a Antena 1, a TSF, a RCP e a Renascença -- não necessariamente por esta ordem -- e o que oiço? Futebol, futebol, futebol e mais futebol: futebol vezes quatro na radiofonia de Portugal. Se o futebol alimentasse, não haveria fome neste país.
Estou farto desta trampa. Estou farto desta comunicação social que insiste em alimentar-nos com papinhas doces e inofensivas como se fôssemos todos bebés. Estou farto de ligar o rádio e ser de imediato levado ao vómito por mais um relato futebolístico ou pela voz desenxabida de um Luís Represas ou de um João Pedro Pais (e muita sorte tenho eu por raramente apanhar o João Afonso, senão estava sempre a limpar vomitado do chão). Estou farto de ligar a TV e me afogar nas bolinhas de sabão de alguma "soap opera" nacional, ou de me ver subitamente perdido no deserto de ideias de uma Manuela Moura Guedes e um Vasco Pulido Valente. Estou farto de ouvir comentários aos comentários aos comentários, críticas às críticas às críticas, dirigentes de partidos políticos que se limitam a cuspir chavões ocos sem se esforçarem minimamente por demonstrar a substância e a viabilidade daquilo que apregoam.
Procuro ideias, quero ouvir gente pensante que me ensine e me ajude a pensar e me faça acreditar que este país ainda vale a pena, mas nas tardes e noites de fim-de-semana o futebol abafa tudo, como um voraz eucalipto nas serras áridas do Alentejo.
Estou farto desta trampa. Estou farto desta comunicação social que insiste em alimentar-nos com papinhas doces e inofensivas como se fôssemos todos bebés. Estou farto de ligar o rádio e ser de imediato levado ao vómito por mais um relato futebolístico ou pela voz desenxabida de um Luís Represas ou de um João Pedro Pais (e muita sorte tenho eu por raramente apanhar o João Afonso, senão estava sempre a limpar vomitado do chão). Estou farto de ligar a TV e me afogar nas bolinhas de sabão de alguma "soap opera" nacional, ou de me ver subitamente perdido no deserto de ideias de uma Manuela Moura Guedes e um Vasco Pulido Valente. Estou farto de ouvir comentários aos comentários aos comentários, críticas às críticas às críticas, dirigentes de partidos políticos que se limitam a cuspir chavões ocos sem se esforçarem minimamente por demonstrar a substância e a viabilidade daquilo que apregoam.
Procuro ideias, quero ouvir gente pensante que me ensine e me ajude a pensar e me faça acreditar que este país ainda vale a pena, mas nas tardes e noites de fim-de-semana o futebol abafa tudo, como um voraz eucalipto nas serras áridas do Alentejo.
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comunicação social,
défice democrático,
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manipulação dos cidadãos
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